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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Campanha mundial faz apelo por fim da incineração para tratamento de resíduos

Minha sempre antenada amiga Luciana indicou-me a notícia abaixo, publicada no site do Instituto Pólis, que revela o quanto o governo do estado, com o projeto de incinerador da Baixada Santista, vai na contra-mão das políticas mundiais para redução, reutilização, reciclagem e compostagem de resíduos sólidos urbanos.
Disponível em: http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=1082.

A Aliança Global por Alternativas à Incineração (GAIA), o Instituto Pólis e diversas outras organizações do mundo todo fizeram um apelo conjunto aos governos pelo fim da incineração de resíduos no “9º Dia de Ação Global contra o lixo e a incineração”. Neste ano [2010], a data coincidiu com a reunião da ONU sobre as mudanças climáticas que começou no dia 29 de novembro em Cancún, no México.

Organizações dos cinco continentes celebram este dia realizando atos públicos, conferências, intervenções nos meios de comunicação entre outras atividades.


A Aliança Global por Alternativas à Incineração (GAIA), integrada por mais de 650 organizações e grupos de 92 países, solicitou aos governos que se comprometam formalmente com políticas de “Lixo Zero”, orientadas para a minimização da geração de resíduos por meio do redesenho, da redução de geração, da reutilização, da reciclagem e da compostagem, em vez de apoiar a incineração e o aterramento de resíduos. Entre os motivos para fazer uma transição em direção a estratégias de Lixo Zero, GAIA afirma que os incineradores e os aterros sanitários geram emissões tóxicas, liberam gases de efeito estufa e tem custos altos para a sociedade.

“Dez anos de trabalho conjunto nesta rede internacional para deter a incineração de resíduos mostraram que o Lixo Zero é uma alternativa muito melhor para o clima, o ambiente, nossa saúde e nossas economias,” afirmou Christie Keith, co-coordenadora internacional da GAIA. “Enquanto os governos se reúnem na Conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Cancun, chamaremos a atenção para que não se enganem por aqueles que sustentam que a queima de gases de aterros sanitários e a incineração são soluções verdes”. [grifo meu]

O Instituto Pólis se soma ao pedido internacional para a adoção de planos de Lixo Zero como uma estratégia mais adequada para o clima, em contraposição aos métodos de tratamento de resíduos caros e ineficientes como o depósito massivo em aterros sanitários e a incineração, incluindo as tecnologias de “valorização energética”, o plasma, a gaseificação e a incineração em fornos de cimento.

”As estratégias de Lixo Zero trazem grandes benefícios para o clima, por conservar recursos, economizar energia e reduzir as emissões de gases de efeito estufa,” disse a coordenadora de Ambiente Urbano do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg. “Ao mesmo tempo, o Lixo Zero cria muitos postos de trabalho e fortalece as economias.”

Os projetos de queima de gases dos aterros, de produção de “combustível derivado de resíduos” e a maioria dos projetos de “valorização energética” de resíduos – frequentemente promovidos e financiados por programas de incentivo a “energias renováveis” – são incompatíveis com as estratégias de reutilização, de reciclagem e de compostagem, posto que destroem materiais que deveriam ser reutilizados, reciclados ou compostados, como o papel, os plásticos e os orgânicos.

Sobre os benefícios resultantes das atividades dos catadores para o clima consulte a publicação da GAIA disponível em http://www.polis.org.br/utilitarios/editor2.0/UserFiles/File/Folder%20catadores.pdf.

Investir em tecnologias como aterros sanitários e a “valorização energética" de resíduos com incineração é um obstáculo para os esforços destinados a reduzir a geração de resíduos e são uma ameaça aos setores ligados à reciclagem, particularmente para os catadores de material reciclável. 

Neste ano [2010], a GAIA celebra o 10º aniversário desde sua fundação no ano de 2000 em Johannesburgo. Ao longo da década, a aliança de organizações e pessoas tem mostrado os impactos tóxicos da incineração e outros métodos insustentáveis de manejo de resíduos, obtendo avanços na implementação de alternativas seguras e justas, baseadas nas estratégias de Lixo Zero e Produção Limpa.

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