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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ciclovia da Ana Costa: parou para a temporada

Segundo reportagem publicada em A Tribuna de hoje (pág. A5), as obras da Ciclovia da avenida Ana Costa, assunto de nosso post de 18/1, pararam em função da temporada. Segundo a fonte, a Secretaria de Infraestrutura e Edificações avaliou que a sequência das obras, neste período, atrapalharia o trânsito.
Entretanto, na mesma matéria é informado que as obras da ciclovia da avenida Dr. Pinheiro Machado (Canal 1) prosseguem normalmente.
Não possuo dados de circulação de veículos em horário comercial em ambas as vias, mas pode ser que a CET tenha informações de que o trânsito na avenida Ana Costa seja mais carregado que o do Canal 1, no período de férias.
Mas como faço este trajeto quatro vezes por dia, empiricamente, posso afirmar que o trânsito desta avenida melhora muito na temporada. Portanto, acho tudo isso muito estranho.
De certo sei que há problemas do projeto, relativamente aos três "abrigos de bonde" (ver post de 11/11/2010), que suscitaram o acompanhamento do Ministério Público. Além disso, há incompatibilidade entre o traçado projetado desta ciclovia e o traçado projetado da ciclovia da avenida General Francisco Glicério, prevista no projeto do famigerado VLT. Grosso modo, um não "encaixa" no outro.
Aliás, na reportagem o secretário de Infraestrutura e Edificações, Antonio Carlos Silva Gonçalves, declara que dará continuidade a obra independentemente da implantação do VLT e, se for necessário, fará "modificações posteriores".
Ora, se o projeto do VLT é para valer, seria desejável que o traçado de uma ciclovia se harmonizasse com o da outra, desde já. Do contrário, mais recursos públicos serão gastos com as mencionadas "modificações posteriores", pois é um trecho de obra com sinalização vertical e horizontal bastante complexa, que conta, inclusive com conjunto semafórico para ciclistas.
Na verdade, a anunciada decisão do secretario mais parece uma aceitação tácita de que o VLT não virá tão cedo, se vier.

Um comentário:

  1. Essas obras públicas não podem ser feitas de madrugada?

    Felipe Lobo

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