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quarta-feira, 23 de março de 2011

IPRS: a evolução da Longevidade municipal

Conforme a publicação "O Estado dos Municípios 2000-2008", que trás os dados do Índice Paulista de Responsabilidade Social - IPRS (ver posts de 21 e 22/3), no que diz respeito à dimensão Longevidade Municipal, o estado de São Paulo apresentou progressos, que podem ser observados mais detalhadamente pela evolução dos componentes dessa dimensão. 
Entre 2006 e 2008, a taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) diminuiu ligeiramente de 13,3 óbitos para 12,7 (redução de 4%); a taxa de mortalidade perinatal (por mil nascidos) variou de 14,2 óbitos para 13,9; a taxa de mortalidade de pessoas entre 15 e 39 anos (por mil habitantes) reduziu-se de 1,5 óbito para 1,4; a taxa de mortalidade das pessoas de 60 anos ou mais (por mil habitantes) sofreu pequena redução, passando de 37,6 para 36,8 óbitos.
Sob a ótica regional, merecem destaque as Regiões Administrativas de Campinas e Araçatuba, com aumento de dois pontos no indicador. Essas regiões avançaram posições no ranking de longevidade, com Campinas passando a ocupar a 3ª posição e Araçatuba, a 11ª. A Região Metropolitana de São Paulo, que acrescentou um ponto no indicador, também avançou posições, situando-se em 4º lugar. 
Segundo o documento, o destaque negativo é a região de Registro, que diminuiu um ponto no indicador de longevidade e perdeu duas posições, passando a ocupar, em 2008, o penúltimo lugar no ranking de longevidade no Estado. Enquanto isso, São José do Rio Preto manteve-se na primeira colocação nesse ranking e a Região Metropolitana da Baixada Santista, apesar de aumentar dois pontos no indicador, permaneceu na última posição.
A Tabela abaixo, que apresenta a variação bienal da pontuação da dimensão Longevidade do estado como um todo e de cada região, demonstra que mesmo com o aumento da pontuação da Baixada, ainda falta muito trabalho na área de saúde, para que nossa região tenha um desempenho satisfatório, que não nos faça sentir vergonha, diante uma situação tão crítica.
Ao compararmos esse desempenho vexaminoso com o bom desempenho na dimensão riqueza, apresentada no post de ontem, algumas conclusões podem ser tiradas. Creio que a mais importante é a de que o crescimento econômico não vem resultando em bem estar social para o conjunto da sociedade, na região. Certamente isto se deve à grande concentração de renda ainda existente por aqui. Creio que esta é uma das questões mais sérias que devemos enfrentar, se quisermos propiciar uma vida digna a nossos conterrâneos e nos orgulhar de viver aqui.

Unidades Territoriais
2000
2002
2004
2006
2008
65
67
70
72
73
63
66
70
73
74
61
65
68
70
69
56
59
64
65
67
62
64
67
70
71
64
66
69
70
71
68
69
71
73
75
70
73
75
74
75
67
69
72
71
72
72
74
74
75
76
69
71
71
70
72
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69
71
72
73
66
69
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73
73
70
72
73
74
74
65
70
72
73
73
68
69
71
73
74
Fonte: Fundação Seade.

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