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quarta-feira, 30 de março de 2011

Resíduos de construção civil para além da área insular

A série de reportagens que o jornal A Tribuna vem publicando acerca da grave questão do descontrole da destinação final dos resíduos de construção civil, descortina mais uma faceta da postura tolerante que a administração municipal de Santos tem para com o setor. Fosse outra área da economia local a necessitar de um tempinho de quase uma década para se adequar às normativas federais, será que o governo municipal agiria da mesma maneira?
Ficou claro, também, que eu e você estamos pagando a conta deste absurdo perpetrado por quem deveria zelar pela qualidade do meio ambiente em nossa urbe. Não estou inventando isto. Foi a promotora de justiça que cuida do caso, Dra. Ana Paula Fernandes da Cruz, que assim declarou, com todas as letras, numa dessas reportagens.
Na matéria de hoje, intitulada "Caçambeiros apoiam lei dos resíduos", mais um capítulo da novela. Tal e qual em 2007 (ver post de 3/2/2011), o governo acena com uma regulamentação para o setor. Peço vênia e vou esperar para ver no que resultará mais esta promessa, pois os fatos não me autorizam a ficar muito animado.
Contudo, um aspecto me chamou atenção. Na referida notícia, afirma-se que a suspensão do envio de entulho ao aterro da Área Continental de Santos, a partir de 18/2, motivada pela ação do Ministério Público, teria feito o preço do serviço de caçambas subir, "porque ficou mais caro levar o entulho para locais devidamente autorizados: um no Sítio das Neves (da Terrestre, em Santos), outro em São Vicente (Tecnosolo) e o terceiro em Praia Grande (Foccus)".  Esta elevação de preço seria a razão da ordem "de R$ 200,00 para R$ 300,00, a partir de março".
Pois este blogueiro tem uma informação, prestada por um influente empresário do setor da construção, de que as empresas estão enviando resíduos para um local "autorizado" em Mongaguá, ao custo de 400,00 reais. Não confirmei a informação, (a fonte pode ter confundido os municípios) mas de qualquer forma fica claro que o próprio setor também está arcando com a conta da colher de chá que lhe foi dada, indevidamente, pelo Poder Público municipal. Resta saber, se os custos serão repassados para os que conseguem adquirir um desses apartamentos, colocando mais um grão de areia no processo de supervalorização de imóveis em Santos. Alguém quer apostar?

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