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sábado, 2 de abril de 2011

"Terremoto" no Campo Grande

A obra de uma torre residencial, denominada Palácio de Sintra, está provocando muita indignação e até um princípio de pânico em sua vizinhança, na área das ruas Espírito Santo, Arnaldo de Carvalho e Amazonas, no Campo Grande, em Santos.
Ontem à noite estive presente em reunião com os moradores do local, representante da Secretaria Municipal de Edificações e vereadores da Comissão que acompanha os impactos dos grandes empreendimentos imobiliários. 
Os relatos eram de que a cravação de estacas da obra, iniciada na semana passada, está provocando rachaduras, desprendimento de azulejos, danos nas instalações hidráulicas, além de ruídos e vibrações em níveis insuportáveis.
A expressão estampada nos rostos dos moradores que contavam como foi o início da cravação de estacas, na sexta-feira 25/3, era de pavor e revolta.
A revolta era, sobretudo, com a postura arrogante do empresário (ir)responsável pelo empreendimento, que não aceita diálogo e não quer nem ouvir falar em alterar a tecnologia de cravação adotada.
Pelas informações prestadas pelos moradores, os bate-estacas usados são antigos, do tipo que funciona por gravidade, e as estacas são do tipo pré-moldado, de concreto, com seção poligonal. Existem estacas com até 70 cm de diâmetro!!
A justificativa apresentada pelos especialistas que acompanham a execução das fundações, é de que a resistência do solo é superior à esperada, segundo as sondagens realizadas.
A nota curiosa do episódio, é de que o projeto das torres foi aprovado pela Prefeitura, no mês anterior à entrada em vigor da lei de controle de impactos de obras com execução de fundações profundas.
Na reunião, a postura do representante da Secretaria foi por demais olímpica, do tipo panos-quentes.
Os vereadores, por sua vez, prometeram várias iniciativas para intermediar o conflito e apoiar os moradores.
Com exceção da vereadora Cassandra, cuja posição sobre o assunto é extremamente crítica, resta saber como os demais vão se portar no processo de revisão do Plano Diretor, quando a questão da super verticalização entrar em discussão.

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