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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Macrometrópole paulista

A imprensa local deu destaque para o estudo denominado Macrometrópole Paulista, realizado, entre 2009 e 2010, pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O trabalho identifica um conjunto de 153 cidades, situadas no raio de 200 km da capital, que formam, "segundo critérios internacionais", esta região (ver figura).
Espero que este esforço da Emplasa e da Seade sirva para que o governo do estado atue de forma integrada nesta área, que concentra 72% da população e 82% do PIB nacional, envolvendo municípios e seus habitantes, garantindo, principalmente, melhor gestão dos recursos naturais e da mobilidade.
Na edição de ontem de A Tribuna, p. A8, saiu declaração minha, meio truncada, a respeito do assunto. A abordagem do jornal, acerca da questão, deixou-me com a pulga atrás da orelha, pois a matéria levava a crer que se estava "criando" uma nova região. Daí, creio que me manifestei de forma excessivamente crítica.
Na verdade, trata-se de um recorte espacial usado para estudos na área de planejamento, há algum tempo. O estado considerou o agrupamento das regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas; das aglomerações urbanas de Jundiaí, Piracicaba. Sorocaba e São José dos Campos; além das microrregiões de São Roque e Bragança Paulista.
Contudo, o trabalho divulgado agora, concentra informações importantes para uma gestão integrada da região. Mas meu ceticismo reside na forma como o estado concentra excessivo poder na gestão das regiões metropolitanas, inclusive a nossa, sem democratizá-la, garantindo a participação popular e um orçamento participativo.
Portanto, caso o estado decida institucionalizar esta Macrorregião, é preciso que estes defeitos não se reproduzam, sob pena de não serem resolvidos os gargalos nela existentes e ainda vermos criados mais cargos de confiança, ampliando o gasto público e criando mais uma máquina político-partidária.
Para acessar as publicações completas do estudo, é só consultar o link: http://www.emplasa.sp.gov.br/portalemplasa/noticias/arquivos/estudo_macro.html.

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