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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os problemas com os containeres de lixo do Centro

Com a autoridade de quem vive o dia a dia do Centro de Santos, o comerciante José Paiva, diretor da Liga Gourmet, ocupou a Tribuna Cidadã da Câmara, na noite de ontem, para apresentar uma análise dos problemas constatados pelos comerciantes, com a utilização dos novos containeres de lixo, disponibilizados pela Prefeitura.
Apesar de Paiva aprovar a iniciativa, o comerciante assinalou que os trabalhadores da Terracom, empresa responsável pela coleta do lixo, não estão devidamente preparados para a operar o sistema de containeres. Segundo Paiva, quando os recipientes não estão cheios, é comum ver os trabalhadores abrirem as tampas e retirarem os sacos de lixo com as próprias mãos.
Além do indesejável contato com o lixo, que expõe desnecessariamente o trabalhador a riscos sanitários, nestas situações há derramamento de chorume nas ruas, o que se poderia evitar com a correta operação das caçambas, por meio do mecanismo existente nos caminhões coletores.
Paiva apontou, também, outra situação em que o lixo acaba sendo derrubado sobre a via pública. Trata-se da pratica da população de rua de revirar os containeres, em busca de alimentos. Nestes casos, muitas vezes os sacos são deixados sobre o passeio, como ocorria antes da implantação do sistema. Conforme testemunhou, isto ocorre normalmente após as 18 horas, quando restaurantes colocam o lixo nos containeres.
Mas uma das questões mais importantes levantadas pelo diretor da Liga Gourmet, é a ausência de alternativa de disposição de lixo reciclável. Como se sabe, os novos containeres só podem receber lixo doméstico. Portanto, não devem ser utilizados para a disposição de material reciclável ou reutilizável, assim como outros tipos de resíduos.
Desta forma, fica clara a grande fragilidade do programa recem implantado, uma vez que o mesmo deveria estar articulado a um processo de educação ambiental de comerciantes e usuários do Centro, que apresentasse alternativas sustentáveis, numa área em que se descarta muita embalagem e que poderia servir para a geração de renda para muita gente, inclusive dos que são obrigados a catar lixo nos containeres para se alimentar.
Para buscar soluções para isto, é fundamental que as secretarias de Serviços Públicos, Meio Ambiente e Assistência Social trabalhem juntas e discutam alternativas com a sociedade.

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