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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Grotão: não é picuinha

Foto: Plano Municipal de Redução de Risco de Cubatão (Funep, 2006)
O imbróglio em que se transformou a transferência de quase mil famílias moradoras de áreas de risco, no Grotão, em Cubatão, para os Bolsões 7 e 9, no Casqueiro, no mesmo município, chama a atenção pela repetição dos mesmos problemas verificados em outras oportunidades, quando se trata de implantação de infraestrutura, a cargo do governo estadual.
Longe de ser "picuinha política", por parte da Prefeitura e do Estado, como quer fazer crer o editorial do jornal A Tribuna, publicado na edição de ontem, mais uma vez verifica-se, em nossa região, a entrega de obras sem as necessárias intervenções complementares.
O governo estadual é useiro e vezeiro em fazer coisas pela metade. Posso citar muitos exemplos, mas fico apenas na segunda pista da Imigrantes, que até hoje não conta com as necessárias complementações, como os viadutos em São Vicente, sobre os quais já me referi várias vezes aqui no blog.
Desta vez, como aponta corretamente a prefeita de Cubatão, o Estado inicia a remoção de cerca de metade do número previsto de famílias de moradores do Grotão, sem que o viaduto Rubens Paiva esteja duplicado e sem unidades de saúde e de ensino prontas.
O mais grave é que estas cerca de 500 famílias que agora se mudam, juntam-se a mais de mil outras já transferidas para novas unidades, muitas delas nestas áreas sem infraestrutura adequada.
Outra reclamação pertinente da prefeita, é a ausência de informações acerca das famílias atendidas, por parte do Estado. Sem estas informações, tanto o atendimento social nos novos núcleos, como a fiscalização da desocupação no Grotão, ficam prejudicados.
Diga-se de passagem o Grotão tem um histórico de "extinções" no pior estilo enxuga-gelo. Não é a primeira vez que famílias desta área são removidas. Nas outras vezes, tempos depois o local voltou a ser ocupado, colocando em sério risco centenas de moradores.
Portanto, agora é necessário um controle de ocupação firme e eficaz, do qual devem participar de forma integrada Estado e Prefeitura, para que não se repitam erros do passado.

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