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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Número de habitantes cresce pouco na orla de Santos, mas quantidade de novos domicílios dispara


Na última sexta-feira, 18/11, fui entrevistado pela TV Tribuna (assista acima), acerca do aumento da população do bairro do Embaré, em Santos, apontada pelo último Censo. Na verdade, quase toda a orla do município teve acréscimo de população, embora os bairros entre esta área e o centro, tenham apresentado decréscimos. No balanço geral, a zona leste da cidade perdeu população e a cidade ganhou apenas 0,33% a mais.
Por isso, o crescimento de 3% no Embaré parece expressivo. Contudo, no mesmo período, este bairro teve aumento de 47% no número de domicílios, tendência acompanhada pelos demais bairros da orla, embora com intensidades diferentes, como se observa pelo gráfico abaixo.
Mas como explicar tamanha disparidade entre crescimento populacional e de domicílios e quais as consequências deste fenômeno?
No curto tempo da entrevista, fiz uma avaliação acerca destas questões. Em primeiro lugar, em quase todo o Brasil observa-se a redução do número de membros por família, o que é um indicador de aumento de renda e urbanização. Este fenômeno explica porque o número de domicílios vem crescendo mais que o de habitantes.
Mas, na orla de Santos, este processo é mais acentuado, pois lá se concentra grande parte das classes de maior renda, da Baixada Santista. Portanto, já se esperava uma maior redução no tamanho das famílias.
Mas o que pode parecer natural, encobre outra realizade: o mercado imobiliário vem lançando uma grande quantidade de novos apartamentos, nos últimos anos, dirigidos para as classes sociais que menos demandam moradia.
E o mais grave é o impacto ambiental decorrente do modelo de ocupação destes empreendimentos, sobretudo quanto à produção de alto número de vagas de automóveis nos edifícios.
Concluindo, embora tenhamos pequeno acréscimo populacional nestes bairros, há grande oferta de moradias dirigidas para quem menos precisa. E são estes os que mais utilizam o transporte individual. Esta é a sinuca em que o planejamento municipal nos enfiou na última década.

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