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domingo, 15 de janeiro de 2012

Túnel e oportunismo

Na última quarta-feira, cruzei o morro da Nova Cintra, em Santos, com muita dificuldade, para ir a um programa da TVB (TV Bandeirantes da Baixada Santista).
Era final de tarde e como o caminho pela orla estivesse impraticável, a alternativa foi subir e descer o morro (Marapé/Caneleira), para chegar na emissora, que se localiza à Av. Antônio Emmerick (S. Vicente), prolongamento da Av. Nossa Senhora de Fátima (Santos).
O semáforo da Lagoa da Saudade tinha longas filas de veículos nos dois sentidos, em frente aos dois empreendimentos imobiliários verticais que a imprevidência da Prefeitura de Santos fez aprovar: o Residencial Engenhos de Nova Cintra, que já está quase pronto e outro ao lado, a ser construído na gleba do antigo haras, que se encontra em fase de lançamento. Quando estiverem ocupados, esta rota ficará intransitável.
No sopé do Morro do Marapé, na Av. Moura Ribeiro, outros dois empreendimentos gigantescos também já se encontram em estágio bem avançado: Acqua Play e Bossa Nova. Lá formou-se contínuo e imenso paredão, que subtraiu a vista dos morros do Marapé e de Santa Terezinha, para quem por ali caminha.
Na confluência da descida do morro com esta avenida, no final da Rua Carvalho de Mendonça, onde já ocorreram alguns acidentes de trânsito, a CET bloqueou a conversão à esquerda, para quem vem do Canal 1, pela Av. Moura Ribeiro e quer subir o morro. Agora é necessário ir até mais adiante e retornar. A providência é correta, mas o trânsito tornou-se muito mais moroso.
Na descida do Morro da Caneleira, do lado da Zona Noroeste, também se forma uma longa fila de veículos, no cruzamento com a Av. Francisco Ferreira Canto, junto ao estádio do Jabaquara. Neste horário a fila vai até o semáforo de acesso ao canal da Av. Leonor Roosevelt, na Vila São jorge.
Para quem segue em frente, até a Av. Nossa Senhora de Fátima, o trânsito é um pouco menos intenso, mas ao chegar nesta avenida, a fila de veículos também é considerável.
E nem sequer menciono a alternativa mais ao norte, Centro/Saboó, como ligação entre Santos e São Vicente, porque esta é a mais complicada. Quando o Porto está bombando ou quando chove, ninguém passa por ali. Pelo menos enquanto os novos tempos não chegam.
O irônico, foi deparar com os lambe-lambes da foto acima, afixados em muro situado à Av. Francisco Ferreira Canto, em frente ao campo do Jabuca.
Como o leitor deste blog deve saber, há tempos defendo a construção do túnel de ligação entre as zonas Leste e Noroeste de Santos, e também com São Vicente, como prioritária, em relação ao propalado túnel Santos/Guarujá.
É uma questão aritmética. Basta contar quantos cidadãos e cidadãs se deslocam entre uma e outra cidade da região e a questão fica mais clara.
Deste ponto de vista, o movimento divulgado por meio dos lambe-lambes é muito bem vindo.
Mas ando com a pulga atrás da orelha. Primeiro porque lambe-lambe não é uma mídia muito barata (quem estaria bancando a despesa?). Depois, porque já ouvi comentários de moradores da Zona Noroeste, no sentido de que o organizador do movimento vai se candidatar a vereador.
Nada contra o direito de postular a vereança. Nem tampouco usar a bandeira da construção deste túnel, como palanque. Afinal, o pré-candidato tucano a prefeito não faz outra coisa há anos, embora sua opção seja outra.
Mas a campanha eleitoral ainda não começou, ou estou enganado?
E será que as lideranças do partido político pelo qual o postulante à vereança disputará a eleição defendem a mesma posição que ele. Aí podem estar se aprofundando as contradições.
Ah! Já ia me esquecendo. Por coincidência, fui ao programa Band Cidade, para falar sobre verticalização e trânsito.

Um comentário:

  1. Olá José Marques, estava eu pensando com meus parafusos alguma solução para o BUM do crescimento na baixada, em geral em Santos e em São Vicente vendo alguma solução como o VLT que muito antes achavam até loucura politica, acho que ativar o tunel da santa terezinha/voturua tambem ja foi proposto como campanha politica, mas como a ligação de santos e guarujá, nunca sairam do papel.

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