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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Para pesquisador, mão-de-obra deve estar bem qualificada para se beneficiar da exploração do pré-sal

No último 30/3, o Movimento de Defesa do Direito à Cidade, ligado ao Fórum da Cidadania de Santos, com apoio do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Santos, promoveu palestra sobre os impactos urbanos e as perspectivas de emprego e renda advindos da exploração da camada pré-sal, na Bacia de Santos.
O tema foi abordado pelo Prof. Dr. Luiz Pinedo Quinto Jr, pesquisador do Curso de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental do Instituto Federal Fluminense, que possui sólido trabalho na área, e conhece a experiência dos municípios do norte fluminense que dão suporte às atividades de exploração da bacia petrolífera.
A proposta do evento foi a de trazer elementos que embasem o debate sobre o futuro dos municípios da Baixada Santista, com as atividades relativas à exploração do “pré-sal”.
Na oportunidade, Pinedo destacou algumas questões relevantes para este debate. Dentre elas, destaco o fato de que 80% dos empregos gerados pela atividade petrolífera no norte fluminense foram ocupados pela população local, que soube trabalhar com relativa eficiência a questão da qualificação técnica.
O professor alertou, ainda, para o fato de que é necessário que as prefeituras locais, especialmente a de Santos, cobrem da Petrobrás o compromisso de privilegiar a contratação de mão-de-obra local. Para Pinedo, isto pode ser feito porque a empresa só terceiriza serviços para empresas certificadas e dentro deste critério podem ser incluídas cotas de trabalhadores da região.
O pesquisador mencionou, também, a questão da adequação dos cursos de qualificação, oferecidos na Baixada, às necessidades da Petrobrás. Segundo Pinedo, não é qualquer curso de Petróleo e Gás ou mesmo cursos técnicos como os que vêm sendo oferecidos, que servirá para qualificar o trabalhador perante a empresa. Para ele, se esta questão não for encarada adequadamente, nossos moradores poderão perder a disputa por postos de trabalho.
Conforme o professor destacou, caso a população da cidade e da região não esteja a altura das oportunidades de trabalho, muitas famílias estarão sujeitas às pressões do custo de vida que certamente se elevará e o processo de expulsão de famílias para áreas periféricas poderá se acentuar.
Após a palestra, o público apresentou uma série de questões pertinentes, inclusive quanto aos impactos ambientais que esta atividade pode gerar, sobretudo no que concerne à ocupação desordenada da região.
O próximo evento promovido pelo Movimento, em maio, deverá abordar a questão da mobilidade regional, assunto que foi tema de posts, ontem e hoje, neste blog.

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