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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mortalidade infantil na Baixada Santista: na rabeira de São Paulo

A divulgação dos novos números da mortalidade infantil da Baiada Santista (ver tabela acima, A Tribuna, 4/9/12, p. A3) dá uma medida de como está a situação da saúde em nossa região.
Estes índices, que indicam o número de mortes de crianças com até um ano, por grupo de mil nascimentos, são de deixar o cabelo em pé.
Em alguns casos, como Cubatão e Peruíbe, verifica-se que a estupenda redução observada no ano passado pode se dever a pontos fora da curva, ou falhas na contabilização de casos.
No caso do Guarujá, a curva ascendente coincide com a posse da atual administração municipal, que dentre outras coisas andou fechando maternidade.
Mas de modo geral, nenhum município se salva, pois são todos índices altíssimos e inadmissíveis para os padrões de uma sociedade moderna, com o nível de riqueza da nossa.
Melhores explicações sobre o tema podem dar os especialistas da área, mas posso destacar duas questões que considero cruciais e que devem colaborar efetivamente para esta situação intolerável.
A primeira é a persistência dos assentamentos precários (favelas, cortiços etc.), sobretudo na área central da região, onde as condições sanitárias são alarmantes. As lacunas e a lentidão com que os projetos habitacionais são tocados na Baixada, e a falta de priorização de políticas públicas de inclusão social de famílias residentes nestas áreas, são, de nodo geral, os componentes deste perverso panorama de segregação espacial, que resulta em péssima qualidade de vida para uma quantidade expressiva de famílias.
A segunda é a própria estruturação dos programas de acompanhamento de gestantes e atenção pré e pós natal, constantemente colocados em xeque, em função de falta de profissionais, deficiências de atendimento, má utilização de recursos e por aí vai.
Torço para que estas e outras questões sejam enfrentadas pelos governos municipais e estadual, de forma eficaz e que em breve possamos nos livrar da lanterna estadual em termos de saúde pública.
Mas para isso é preciso dar uma boa sacudida na saúde da Baixada. Do jeito que vai, não creio que nos livraremos desta situação tão cedo.

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