Pesquisar este blog

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Na Vila Belmiro, não é só o campo do Peixe que é verde. No Canal do Jabaquara, o mau cheiro evidencia contaminação por esgoto.

Canal 2, junto à Beneficência Portuguesa.
Prosseguindo a vistoria pelos canais de Santos, hoje percorri os canais 2 e 7 (o verdadeiro, ao longo da Avenida Francisco Manoel, junto ao Centro de Treinamento do Santos F. C). A foto acima é do trecho do Canal 2, de fronte à Beneficência Portuguesa e abaixo, na Vila Belmiro, na direção do estádio do Peixe.
De modo geral, a situação do Canal 2.é preocupante. Junto à comporta da praia, não há acumulo de plantas aquáticas, como na vistoria de 5/9, realizada no Canal 1.
Mas o nível da água estava mais elevado, evidenciando maior movimentação das águas. Porém, deste ponto até a Rua Espírito Santo, no Campo Grande, há ocorrência de algas e água muito turva.
Após este ponto, o aspecto do Canal 2 começa a piorar e a partir da altura da Rua João Carvalhal Filho, em todo o trecho da Vila Belmiro, até seu início, em sua confluência com o Canal 1, a situação é muito ruim, com grande acúmulo de plantas aquáticas.
O Canal 1, após a referida confluência, apresenta mau aspecto até a ponte de fronte ao supermercado Extra, na região do Morro do Lima. Daí em diante, em direção à Avenida Ana Costa, o aspecto deste canal melhora. Mas quando se aproxima do Teatro Municipal, junto à comporta existente no pontilhão em frente à Rua Antônio Bento, há acúmulo de plantas aquáticas, lixo e mau cheiro.
É nesta área que o Canal 1 recebe a contribuição do Canal 7, que se inicia no sopé do Morro do Jabaquara. Este canal é uma prova de que não é preciso usar o telefone 195, para que a SABESP perceba a existência de contaminação por esgotos. Aliás, é uma pena que não seja possível transmitir odores por telefone, senão eu bem que ligaria para a SABESP, pois o mau cheiro neste corpo d'água é constante, desde o Morro do Jabaquara (segunda foto abaixo) até seu desemboque no Canal 1.
No trajeto, há vários vestígios das mesmas plantas aquáticas em desemboques de galerias, como a da foto tirada diante do terreno da CPFL (abaixo).
De qualquer forma, há fortes evidências de que grande parte da contaminação por esgotos vem do Morro do Jabaquara e este é o ponto em que Prefeitura e SABESP deveriam vistoriar cuidadosamente, para identificar domicílios sem ligação na rede, redes com extravasamento, ou mesmo a ausência de rede.
Esta situação é similar à do Canal da Avenida Moura Ribeiro, no sopé do Morro do Marapé (ver post de 8/9), onde há rede de esgoto implantada pela Prefeitura, na década de 1990 e posteriormente assumida pela SABESP. Neste caso, é preciso que a Prefeitura verifique se a empresa vem realizando manutenção nesta rede, após seu recebimento.
Em outros posts falarei mais sobre a questão, que começa a mobilizar a sociedade e a imprensa, como se pode ler em editorial do jornal A Tribuna publicado na edição de hoje.
Espero sinceramente, que após tantas evidências, a SABESP coloque em prática o lema estampado na adutora que cruza o Canal 2, na faixa de areia, conforme a última foto abaixo.
Canal 2, próximo à Rua Dr. Carvalho de Mendonça
Princípio do Canal 7, na Avenida Francisco Manoel, no sopé do Morro do Jabaquara. 

Descarga de galeria no Canal 7, na Avenida Francisco Manoel, de fronte à CPFL.
Será?

Nenhum comentário:

Postar um comentário