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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mobilidade urbana: Brasil e a opção pelo transporte individual


A propósito do post anterior, acerca da proposta de implantação de estacionamentos subterrâneos no centro de Santos, vale a pena ler o pertinente artigo abaixo, publicado no site do Observatório das Metrópoles, que se baseia em importante pesquisa realizada pela instituição. Sugiro, ainda, a leitura do relatório completo da pesquisa, que pode ser acessado no link disponibilizado no final da matéria.


As metrópoles brasileiras têm enfrentado nos últimos anos uma crise de mobilidade urbana, resultante, sobretudo, da opção pelo modo de transporte individual em detrimento das formas coletivas de deslocamento. É o que mostra o relatório organizado pelo INCT Observatório das Metrópoles que aponta a explosão do número de automóveis e motocicletas nas metrópoles brasileiras. Entre 2001 e 2011, o número de automóveis nas 12 metrópoles aumentou de 11,5 milhões para 20,5 milhões. Já as motocicletas passaram de 4,5 milhões para 18,3 milhões nestes mesmos dez anos.
O relatório “Metrópoles em números: Crescimento da frota de automóveis e motocicletas nas metrópoles brasileiras 2001/2011” foi organizado pelo pesquisador Juciano Martins Rodrigues, do Observatório das Metrópoles, a partir das informações fornecidas pelo DENATRAN.
O estudo foi tema de reportagem jornalística dos principais veículos de imprensa do Brasil nesta terça-feira (02/10), como Jornal O Estado de São Paulo, Veja Online, Portal Terra, Jornal do Brasil, UOL, Estado de Minas, Portal O Tempo, Correio Brasiliense, Rádio Band News, SBT, O Globo.com, Blog do Noblat, Gazeta do Povo, Diário do Nordeste, Folha de Pernambuco, Metro Jornal, Revista Exame, Jornal O Popular (Goiânia), entre outros. A divulgação da pesquisa e o relacionamento com as principais empresas de comunicação brasileiras representam mais uma etapa do trabalho de difusão do INCT Observatório das Metrópoles.
No caso da temática da mobilidade urbana, o instituto defende soluções coletivas e sustentáveis de transporte urbano em detrimento das opções individuais. Já que em 2011 o número de automóveis nas metrópoles brasileiras chegou a atingir a marca de 20.525.124 veículos. Este número representa aproximadamente 44% de toda a frota brasileira. Nessas metrópoles, entre 2001 e 2011, houve um aumento de mais de 8,9 milhões de automóveis, aproximadamente 77,8%. Em média, foram adicionados mais de 890 mil veículos por ano.
São Paulo, a metrópole mais populosa, conta com a maior frota, aproximadamente 8,2 milhões, o que equivale a 17,8% de toda a frota nacional. Entre 2001 e 2011 a frota da metrópole paulistana cresceu em 68,7%, o que corresponde a mais de 3,4 milhões em termos absolutos. Embora abaixo do crescimento das metrópoles e do crescimento do Brasil (90%) é uma soma considerável, principalmente se considerarmos a frota já existente em 2001, que era de 4,9 milhões de automóveis.
Apesar de apresentar crescimento relativo menor do que as médias nacional e metropolitana, o Rio de Janeiro registrou um aumento absoluto considerável. Nos dez anos considerados, a frota da metrópole fluminense cresceu 62% ou mais de 1 milhão de automóveis em termos absolutos.
Na Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (RIDE DF), nucleada pela Capital Federal, a frota de automóveis cresceu em 103,6%, passando de pouco mais de 626 mil veículos em 2001 para mais de 1,2 milhão em 2011. Destes, quase a metade, ou 537.803 automóveis, estão em Brasília. Mas vale destacar, que o entorno do núcleo metropolitano registrou um crescimento da frota na ordem de 220,7%.
Entre as maiores metrópoles Belo Horizonte foi a que registrou o maior crescimento relativo no número de automóveis nos dez anos considerados nesta análise, com um percentual de crescimento superior, inclusive, a média nacional. Em 2001 a frota da metrópole era de 841.060 veículos e, com um aumento de 108,5%, atingiu a marca de 1,7 milhão em 2011. Na metrópole mineira, foram acrescentados em média a cada ano 91.235 veículos.
Para informações completas acesse o relatório aqui.
Para ler o original, acesse este link.

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