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domingo, 28 de outubro de 2012

O asfalto que pode matar

O post abaixo, do blog Cassandra e Cia, é referente a uma das áreas comentadas no post anterior, que é uma das "fronteiras" da ocupação desordenada nos morros de Santos, o Morro Santa Maria. Nesta área a Prefeitura iniciou a "pavimentação" de uma via aberta há muitos anos, e que pode induzir a grave acidente geológico, como já ocorreu no passado, além de induzir mais ocupação desordenada, na região em que os assentamentos precários apresentaram enorme crescimento, conforme demonstrei no referido post.
Boa leitura!


Documento enviado ao Ministério Publico aponta risco de escorregamento no Santa Maria

A geóloga e vereadora Cassandra elaborou nota técnica sobre uma obra pública em execução no Morro Santa Maria, em Santos. Trata-se do alargamento e da pavimentação de um acesso de pedestres conhecido como Caminho Particular Santa Maria, que liga o morro com a Avenida Nossa Senhora de Fátima, no bairro Chico de Paula. Depois de pronto, o trajeto permitirá também a passagem de veículos.

A parlamentar está preocupada com o risco de escorregamento no local, que já tem histórico de acidente. Por isso, no documento elaborado por ela (recheado de fotos e observações técnicas) e enviado ao Ministério Público nesta semana, a recomendação é clara: interromper imediatamente o serviço de engenharia.

Isso porque o risco de escorregamento na encosta do morro está sendo potencializado pelos cortes de talude natural e pela remoção de blocos rochosos. Além disso, a obra está sendo executada pela Engeterpa Construções e Participações Ltda sem implantação de sistema de drenagem.

Antes de preparar a nota técnica, Cassandra já havia alertado o Ministério Público e a Prefeitura sobre os problemas. A parlamentar reforça sua tese com base no Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), atualizado recentemente e que define dois setores de risco (alto e muito alto) no trecho da encosta do Morro Santa Maria.

Cassandra ainda lembra que em fevereiro de 1988, um grande escorregamento originado justamente no setor onde a Prefeitura executa a intervenção destruiu parte das instalações da Empresa Transleite Paulista e deixou uma vítima fatal. O acidente ainda resultou na interdição de 14 moradias.

"É um trecho de encosta com características de potencial instabilidade natural, agravada por ações antrópicas, exatamente como as que estão sendo realizadas, e que estão associadas à expansão desordenada e irregular de habitações. Por isso minha recomendação é a interrupção imediata da obra e a realização de estudos mais apurados por profissional de geociências ou geotecnia. Isso sem esquecer da obrigação de controlar a ocupação no local, e de cumprir as ações e medidas indicadas no PMRR".

Leia o original aqui.

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