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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BTP: quase pronto, mas e os acessos?

Na foto acima, o terminal da Brasil Terminal Portuário, na Alamoa, Porto de Santos, com seus portêineres (primeiro plano) e transtêineres (ao fundo), quase prontos para operar. A previsão de início das operações é o primeiro trimestre de 2013.
O terminal foi construído na área do antigo lixão da Companhia Docas de Santos, que segundo a lenda escondia em seu solo toda a tabela periódica.
O processo de descontaminação do solo do local foi alvo de algumas polêmicas durante os processos de licenciamento e construção do empreendimento. Mas segundo os responsáveis e órgãos de controle, está tudo certo para o funcionamento do novo terminal da margem direita do Porto, que deverá ampliar substancialmente o volume de cargas operadas pelo complexo, sobretudo contêineres e granéis líquidos. Estima-se que o terminal ampliará em até 30% a movimentação de contêineres do Porto.
Segundo informação da empresa, a operação será apoiada na utilização de um programa que vai garantir mais agilidade na recepção e entrega das cargas.
No entanto, o acesso ao terminal, pela avenida Engenheiro Augusto Barata, conhecida como "Retão da Alamoa", é um dos gargalos de acesso ao empreendimento, pois é uma via mal pavimentada e com problemas de drenagem, por onde circula quase toda a carga terrestre que se dirige ou que se origina nos demais terminais localizados entre a a Alamoa e a Ponta da Praia.
Em maio foi anunciado que a BTP, em parceria com a CODESP, realizaria a repavimentação e nova sinalização da via, com previsão para entrega no início do próximo ano. Esta obra será necessária, pois a CODESP ainda não construiu o Trecho 1 da Avenida Perimetral, que compreende esta via.
Contudo, em outubro o prazo desta obra emergencial foi revisto, pois a parceria com a CODESP ainda estava sob análise do setor jurídico desta empresa. Assim, a obra ganhou novo prazo de conclusão: segundo semestre de 2013. Mas até agora não tenho notícias de que os trabalhos tenham sido iniciados.
Por outro lado, se a elevação do volume de carga for a esperada, não bastará a repavimentação desta avenida, pois o par de elevados de acesso ao Porto, na Via Anchieta, continuará sendo o único acesso ao Retão.
Como se sabe, os congestionamentos no acesso ao elevado que liga a rodovia ao Retão são constantes, pois há um entrelaçamento indesejável, sobretudo entre os veículos que se dirigem a esta avenida e os que se dirigem ao Centro ou à Avenida Nossa Senhora de Fátima.
Para resolver este nó viário, a Prefeitura apresentou ao governo estadual proposta de remodelação dos acessos ao Porto de Santos, mas a mesma vem sendo tratada com muita lentidão, pelos órgãos responsáveis.
Portanto, tudo leva a crer que, após o início de funcionamento do terminal da BTP, a grave crise de mobilidade na entrada de Santos irá se agravar, porque as autoridades responsáveis, de todas as esferas, não levam em conta a infraestrutura viária, no processo de licenciamento de atividades deste porte. E todos nós pagaremos pela imprevidência oficial.

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