BTP: quase pronto, mas e os acessos?

Na foto acima, o terminal da Brasil Terminal Portuário, na Alamoa, Porto de Santos, com seus portêineres (primeiro plano) e transtêineres (ao fundo), quase prontos para operar. A previsão de início das operações é o primeiro trimestre de 2013.
O terminal foi construído na área do antigo lixão da Companhia Docas de Santos, que segundo a lenda escondia em seu solo toda a tabela periódica.
O processo de descontaminação do solo do local foi alvo de algumas polêmicas durante os processos de licenciamento e construção do empreendimento. Mas segundo os responsáveis e órgãos de controle, está tudo certo para o funcionamento do novo terminal da margem direita do Porto, que deverá ampliar substancialmente o volume de cargas operadas pelo complexo, sobretudo contêineres e granéis líquidos. Estima-se que o terminal ampliará em até 30% a movimentação de contêineres do Porto.
Segundo informação da empresa, a operação será apoiada na utilização de um programa que vai garantir mais agilidade na recepção e entrega das cargas.
No entanto, o acesso ao terminal, pela avenida Engenheiro Augusto Barata, conhecida como "Retão da Alamoa", é um dos gargalos de acesso ao empreendimento, pois é uma via mal pavimentada e com problemas de drenagem, por onde circula quase toda a carga terrestre que se dirige ou que se origina nos demais terminais localizados entre a a Alamoa e a Ponta da Praia.
Em maio foi anunciado que a BTP, em parceria com a CODESP, realizaria a repavimentação e nova sinalização da via, com previsão para entrega no início do próximo ano. Esta obra será necessária, pois a CODESP ainda não construiu o Trecho 1 da Avenida Perimetral, que compreende esta via.
Contudo, em outubro o prazo desta obra emergencial foi revisto, pois a parceria com a CODESP ainda estava sob análise do setor jurídico desta empresa. Assim, a obra ganhou novo prazo de conclusão: segundo semestre de 2013. Mas até agora não tenho notícias de que os trabalhos tenham sido iniciados.
Por outro lado, se a elevação do volume de carga for a esperada, não bastará a repavimentação desta avenida, pois o par de elevados de acesso ao Porto, na Via Anchieta, continuará sendo o único acesso ao Retão.
Como se sabe, os congestionamentos no acesso ao elevado que liga a rodovia ao Retão são constantes, pois há um entrelaçamento indesejável, sobretudo entre os veículos que se dirigem a esta avenida e os que se dirigem ao Centro ou à Avenida Nossa Senhora de Fátima.
Para resolver este nó viário, a Prefeitura apresentou ao governo estadual proposta de remodelação dos acessos ao Porto de Santos, mas a mesma vem sendo tratada com muita lentidão, pelos órgãos responsáveis.
Portanto, tudo leva a crer que, após o início de funcionamento do terminal da BTP, a grave crise de mobilidade na entrada de Santos irá se agravar, porque as autoridades responsáveis, de todas as esferas, não levam em conta a infraestrutura viária, no processo de licenciamento de atividades deste porte. E todos nós pagaremos pela imprevidência oficial.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em São Paulo tiveram mais sorte

Uma proposta de replantio do jundu nas praias de Santos

Apertem os cintos, o Gonzaga está sumindo!