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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Porto Maravilha: a exceção é a regra?

Em contundente artigo, o urbanista Carlos Vainer descortina alguns dos principais aspectos do processo de exceção, que estaria levando a cidade do Rio de Janeiro, em tempos de megaeventos, ao aprofundamento da segregação socioespacial.
Acrescento, também, que para a viabilização da PPP que deve "alavancar" o processo de revitalização da região portuária carioca, foi criado um fundo de investimentos, pela Caixa Econômica Federal, com recursos do FGTS. Este fundo foi o responsável pela aquisição do total dos CEPACs, papéis leiloados pela Prefeitura do Rio, que permitirão seus detentores construir acima dos índices urbanísticos básicos. A Caixa deverá financiar a aquisição destes títulos, ao passo em que um consórcio de empreiteiras será responsável pela prestação dos serviços públicos no perímetro.
Ao mesmo tempo, cerca de 500 famílias estão sendo removidas do Morro da Providência, por estarem em situação de risco e para viabilizar, dentre outros projetos, a implantação de um teleférico, que integra o projeto juntamente com um VLT, que cruzará a faixa portuária.
Boa leitura!


Cidade de Exceção: reflexões a partir do Rio de Janeiro
Carlos Vainer
Professor Titular
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo
A realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro constitui o desenlace de trajetória ao longo da qual uma nova concepção de cidade e de planejamento urbano se impôs entre nós. Argumenta-se que as formas de poder na cidade estão sendo redefinidas, conduzindo à instauração da cidade de exceção, que não seria senão a afirmação, sem mediações, da democracia direta do capital. A construção desta hipótese decorre de uma releitura dos princípios e diretrizes do chamado planejamento estratégico urbano, ilustrados a partir do caso do Rio de Janeiro, à luz de teorias sobre o estado de exceção, a partir sobretudo de Poulantzas e Agamben.

Leia a versão integral do artigo aqui.



Um comentário:

  1. O TEMPO DA, O TEMPO TIRA.
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    A questao da urbanidade assim como os segmemtos sociais que basicamente sao extratificados em tres niveis; pobres, classe media e ricos, sao o eterno motor propulsor do desenvolvimento socio-urbanistico da civilizacao humana...VEJAMOS: Na Idade Media, os povoados, cidadelas, cidades e estados, fundamentaram-se no regime feldal, e solidificaram seus poderes no regime monarquico, e posteriormente foram substituidos pelo mercantilismo e as varias atividades comerciais, locais e internacionais...ESTES VETORES DETERMINARAM A EXPANSAO IMOBILIARIA URBANA E DO INTERIOR AGRICULA...HOJE NA ERA CONTEMPORANEA, SOMO IMPULCIONADOS PELA NECESSIDADE DE ABRIGOS, ATIVIDADES COMERCIAIS DIVERSAS E A DEMANDA DE NOVOS MERCADOS DE PRODUCAO, CONSUMO E RESIDENCIAS, VETORES QUE DETERMINAM A EXPLOSAO IMOBILIARIA NAS CIDADES E NO INTERIOR...

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