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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ciclovia da divisa: o microfone aceita tudo

Ontem, na Sessão da Câmara de Santos, foi aprovado convênio entre a Prefeitura e o Estado, por meio do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), segundo o qual, Santos receberá R$ 25.617.696,92, para implementar nove projetos.
Acerca de um deles já me manifestei aqui. Trata-se da ciclovia da divisa Santos/São Vicente, na orla, cuja remodelação custará R$ 544.664,06 aos cofres paulistas, poucos anos após sua inauguração.
Pois bem, na referida Sessão, um vereador governista desdobrou-se em admirável exercício de retórica, visando justificar a empreitada. Dentre outras pérolas, o edil culpou o Ministério Público pelo traçado atual da ciclovia, que prejudica a mobilidade de milhares de pessoas que cruzam esta divisa diariamente. Segundo ele, na época em que o projeto foi apresentado, o MP não concordou com a passagem da ciclovia entre os prédios construídos na areia e a própria praia.
O microfone aceita tudo, mas quem sabe como as coisas funcionam fica a imaginar porque a Prefeitura não apresentou ao MP um estudo acerca dos impactos do traçado escolhido sobre a mobilidade urbana. Talvez isto tivesse facilitado a compreensão dos graves problemas advindos desta obra e auxiliado na discussão de alternativas aceitáveis.
Sinceramente, não acredito que o MP tivesse firmado posição contrária à ciclovia, como está sendo projetada agora, caso tivesse conhecimento das implicações da obra posteriormente implantada. Além disso, é preciso que se conheça o projeto então apresentado, pois a largura do avanço da ciclovia sobre a areia pode ter influenciado efetivamente a posição do MP.

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