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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Antiga sede do Ambesp: agora vai?

A Prefeitura de Santos anunciou que conseguiu costurar, com a União, a cessão do edifício onde funcionou o antigo Ambulatório de Especialidades (Ambesp), situado na esquina das Ruas do Comércio e Gonçalves Dias.
O imóvel, que era do INSS e estava cedido ao município desde a década de 70, foi desocupado na década passada, quando já não recebia manutenção adequada. De lá para cá, a situação só piorou.
Sobre o embroglio já me manifestei aqui. Agora espero que o imóvel seja de fato ocupado pela unidade de saúde, conforme informado pelo governo municipal, pois é inconcebível uma cidade com carência de espaço, como a nossa, desperdiçar um edifício em plena área central. Isto é ainda mais intolerável, quando o agente do desperdício é a própria municipalidade, que deveria dar bons exemplos de utilização de nosso patrimônio edificado.
Como já defendi aqui, torcia para que o prédio fosse repassado para algum projeto habitacional, pois é importante fixar moradias no centro. Mas se o edifício voltar a acolher uma unidade de saúde, que preste bons serviços, já estamos no lucro, afinal o prédio estava se desmanchando e oferecendo risco aos pedestres.
Mas, além disso, a Prefeitura deve fazer manutenção regular do prédio, após sua ocupação, para que não ocorra o que aconteceu antes, com o Ambesp e com a casa onde funcionava a Seção de Vigilância e Referência em Saúde do Trabalhador (Sevrest), na Conselheiro Nébias, embora este não tenha sido um caso de simples desleixo administrativo.

2 comentários:

  1. Um imóvel desse não têm as mínimas condições de se tornar moradia popular, as instalações antiguíssimas (década de 40/50) que requerem um cuidado bem maior do que um edifício construído do zero específico para ser de moradia popular, o edifício é tombado em Nível 2, logo a manutenção das características encareceria e muito o custo aos futuros proprietários, a falta de infra-estrutura moderna deste edifício(sem garagem, escadas provavelmente pequenas diante das atuais normas padrões) seria outro empecilho.

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  2. Fica mais barato reformar o prédio, adequando-o ao novo uso, do que construir um novo. Sobretudo se a União pudesse repassar o imóvel diretamente para alguma associação ou cooperativa, que pleiteasse financiamento pelo Minha Casa Minha Vida.
    Porém, isto só poderia ocorrer se o INSS repassasse o imóvel a algum ente público, que depois se responsabilizasse pelo repasse final a entidade.

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