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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cruzeiros: o que ganhamos com eles?

O artigo (acima) do médico Evaldo Stanislau de Araújo, publicado na pág. A2, da edição de hoje de A Tribuna, lança mais luz a discussão que empreendi com os posts Barca Furada e Denúncia põe em xeque a revitalização do Porto.
O médico, que é infectologista, em seu artigo deixa claro que a atividade de cruzeiros marítimos exige uma retaguarda no sistema de saúde de Santos, num quadro em que normalmente não é fácil encontrar UTI e outras estruturas de atendimento em casos de moléstias transmissíveis.
Portanto, além das questões da curta permanência de turistas na cidade, da baixa remuneração e más condições sanitárias e de trabalho (leiam as declarações de tripulantes em matéria na pág. C1 do mesmo jornal), soma-se a demanda por serviços de saúde que nos faltam.
Creio que as autoridades municipais devem avaliar esta questão com muito cuidado, sopesando os reais benefícios desta atividade para nossa sociedade. Fazendo esta ponderação, sem parcialidade, é provável que se chegue à conclusão de que se trata de um mau negócio para Santos e região.
Se estiver certo, medidas concretas devem ser adotadas para livrar-nos desse ônus. Ou vamos pagar esta conta?

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